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Após viver 54 anos em condições análogas à escravidão, Madalena Santiago Silva é resgatada


Em Maio de 2021 a doméstica Madalena Santiago Silva foi resgatada pelos auditores-fiscais do trabalho do Ministério do Trabalho e da Previdência (MPT) após viver 54 anos em condições análogas à escravidão, na cidade de Lauro de Freitas, região metropolitana de Saulador. Madalena relatou que foi maltratada, trabalhou sem receber salário e ainda foi roubada pelas filhas dos patrões que fizeram empréstimos em seu nome e ficaram com R$ 20 mil de sua aposentadoria. Atualmente, Madalena recebe seguro desemprego e um salário mínimo da ação cautelar do MPT.

Uma reportagem da afiliada da TV Globo na Bahia exibiu todo o caso de Madalena, além de ter entrevistado a mulher. Um trecho da matéria viralizou nas redes sociais, pelo fato da Madalena ter expressado receio em de pegar na mão da repórter por ser branca, afirmando que achava feio colocar a mão na mão dela. Diante do desabafo, a repórter afirmou que apesar dos tons serem diferentes, a mão de Madalena era linda e que o mesmo respeito que as pessoas tinham para com ela (repórter) também deviam ter com Madalena.

A repercussão do vídeo nas redes sociais foi expressiva, já que o vídeo demonstra os graves danos do racismo sofrido por Madalena, bem como os efeitos gerados pelos 54 anos em que a mesma foi submetida ao trabalho em condições análogas à escravidão.


#ParaTodosVerem a imagem contém um fundo vermelho com uma foto de Madalena Silva, abaixo está a manchete “Vídeo que circulou nas redes mostra o trauma de mulher que viveu em condições análogas à escravidão” e no canto superior direito está o logo do Senso Crítico


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