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Caso "Oitenta tiros": dois anos depois, justiça militar condena oito militares pela morte de Evaldo


No dia 7 de Abril de 2019, o músico Evaldo dos Santos Rosa, de 51 anos, ía para um chá de bebê com a família, quando teve o carro abordado a tiros por militares, no Rio de Janeiro. Os familiares do músico, incluindo a esposa, a filha, a enteada e o sogro sobreviveram, mas Evaldo morreu na hora. Além de Evaldo, o catador de materiais recicláveis Luciano Macedo também foi baleado ao tentar socorrer a família. O caso ficou conhecido como “caso dos 80 tiros” por se acreditar que foi esta a quantidade de tiros disparados contra o veículo, porém laudos da investigação indicam que a quantidade foi ainda maior.

De acordo com uma matéria do Mídia Ninja (outubro de 2021), dois anos e meio depois dos assassinatos de Evaldo e de Luciano, a Justiça Militar condenou oito militares pelos crimes cometidos, enquadrados no processo como crimes dolosos contra a vida.

É um julgamento histórico, pois, pela primeira vez, a Justiça Militar condenou soldados por matarem civis no Rio de Janeiro. A condenação determinou a pena de 28 anos de prisão para sete dos acusados e de 31 anos para o tenente Ítalo da Silva Nunes, que era o oficial responsável pelo grupo e o primeiro a disparar tiros contra as vítimas.

Ainda assim, o processo segue correndo na Justiça Militar e aceita recursos das partes no Superior Tribunal Militar.

#PraTodosVerem: imagem com foto de carro baleado, em preto e branco. Logo do Senso Crítico no canto inferior direito e a seguinte legenda acompanhando a #TBTCrítico na parte superior esquerda: “Caso "oitenta dos tiros": dois anos depois, Justiça Militar condena oito militares pelos assassinatos de Evaldo dos Santos Rosa e de Luciano Macedo”.


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