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Chile elege mulher acadêmica indígena Mapuche para presidir a convenção constitucional do país


Em 2019, uma série de protestos eclodiram no Chile. Os atos iniciaram devido ao aumento do valor das passagens do transporte público, mas passaram a expressar outros descontentamentos da população chilena, como a questão da saúde, educação e da aposentadoria. O Chile possui uma política econômica neoliberal, herdada da ditadura militar de Pinochet e marcada pelas privatizações, que apesar de garantir o crescimento do PIB, aumentam o custo de vida para a população e ampliam as desigualdades. Uma das exigências dos chilenos durante os protestos, foi a escrita de uma nova constituinte. Assim, na época, o então presidente Sebastian Piñera abriu um plebiscito para votar a abertura de um processo constituinte, para elaborar uma nova constituição. No plebiscito, os chilenos votaram a favor da abertura do processo constituinte que irá substituir a carta magna, herança do governo do ditador Augusto Pinochet.

A Assembleia Constituinte do Chile é composta por 155 membros e terá no máximo um ano para elaborar uma nova Constituição para o país. Domingo (04/07) houve a instauração dessa constituinte com uma vitória muito significativa e simbólica para o país, que marca a luta decolonial dos povos originários do país, das mulheres e da esquerda: Elisa Loncón Antileo, indígena Mapuche, será a presidenta da Assembleia. Elisa tem 58 anos, é professora acadêmica e ativista no Chile. O jornal “La Jornada” (05/07) publicou com grande emoção a notícia dessa conquista, relatando o choro de felicidade com a grande conquista que marca uma força oposta aos mais de 500 anos da colonização e exploração espanhola, bem como a construção das vias democráticas do país.

Ela recebeu 96 dos 155 votos, dos quais 17 pertencem a representantes diretos dos povos originários. A direita do país, mesmo sabendo que iria perder, lançou um candidato da elite do país e não atingiu os votos necessários de seu setor.


#Pracegover a imagem contém uma foto de Elisa Loncón segurando a bandeira Mapuche, no canto inferior direito está o logo do Senso Crítico e no canto superior esquerdo está a manchete: “Chile elege mulher acadêmica indígena Mapuche para presidir a convenção constitucional do país.”


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