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Indígenas denunciam Bolsonaro por crime contra a humanidade no Tribunal Penal Internacional de Haia


Na última segunda-feira, dia 9, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) enviou ao Tribunal Penal Interncaional de Haia (TPI) uma denúncia contra o presidente Jair Bolsonaro por crime contra a humanidade, genocídio e ecocídio, devido às políticas que incentivaram a invasão de terras e o desmatamento no Brasil. A APIB escolheu a data, na qual se celebra o Dia Internacional dos Povos Indígenas, para enviar o documento. Ademais, esta é a primeira vez na história que os indígenas vão diretamente ao tribunal internacional com advogados indígenas atuando em sua defesa.

No decorrer deste ano abordamos notícias importantes relacionadas aos povos indígenas e ao meio ambiente, diante da atual conjuntura do país. Muito foi falado sobre os alertas que eram feitos por lideranças indígenas e pela APIB a respeito de ataques violentos que indígenas estavam sofrendo por parte de garimpeiros. Diante dos ataques, os povos originários contaram com a própria proteção e tentavam se esconder nas matas para fugir do pior. O garimpo conseguiu avançar significativamente em 2020, de acordo com o relatório "Cicatrizes na floresta", lançado em Março pelas organizações indígenas HAY (Hutukara Associação Yanomami) e Seduume (Associação Wanasseduume Ye'kwana), com assessoria técnica do ISA (Instituto Socioambiental), e, de fato, não houve medidas eficazes para que as terras e os povos indígenas ficassem protegidos em relação a isso. Sabe-se que, para além desses ataques, o garimpo é prejudicial para o meio ambiente, pois promove desmatamento, além de contaminar os rios. Isso interfere na alimentação de povos indígenas, já que esta é obtida diretamente das matas onde vivem, o que causou alta na desnutrição dos indivíduos como abordamos em 31/05.

Além disso, a proximidade de garimpeiros com povos tradicionais pode ser responsável pela transmissão e contaminação da COVID-19 nas comunidades.


Foto: Reprodução APIB


#Pracegover: imagem contém foto de uma mulher indígena segurando uma bandeira do Brasil com manchas de sangue, abaixo está a manchete “Indígenas denunciam Bolsonaro, por crime contra a humanidade, no Tribunal Penal Internacional de Haia” e no canto superior direito está o logo do Senso Crítico.


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