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O crime cometido por Giovanni Bezerra, a abordagem da mídia e a visibilidade do abusador no Brasil


Na madrugada da segunda-feira 11/07/2022, Giovanni Quintella Bezerra, médico anestesista, foi preso em flagrante por estupro de uma mulher grávida na sala de cirurgia durante o parto realizado pelo método da cesariana, Hospital da Mulher Heloneida Studart, localizado na Baixada Fluminense. O Ministério Público do Rio de Janeiro acrescentou à denúncia de Giovanni o estupro de vulnerável, o que foi aceito pelo juiz que cuida do caso. Depois disso, as investigações apuraram depoimentos de testemunhas e supostas vítimas do mesmo médico.

Em depoimento para o jornal G1, a mãe de uma das pacientes atendidas por Giovanni relatou que, além da recuperação do parto, a filha agora lida com um quadro de depressão causado pelo que aconteceu. No entanto, apesar do crime e das consequências para as vítimas, o anestesista ganhou milhares de novos seguidores no Instagram, número que chegou a 5000 na primeira semana após a publicação nos noticiários. Ademais, casos de abuso sexual ainda são tratados de forma amenizada pelos meios de comunicação. Em uma sociedade machista, como a brasileira, esse tipo de abordagem traz consequências que trazem certa visibilidade aos agressores, enquanto as vítimas são expostas.

#ParaTodosVerem: imagem com fundo vermelho, foto de Giovanni Quintella Bezerra sendo preso em preto e branco, logo do Senso Crítico no canto inferior direito e a seguinte legenda em vermelho posicionada no centro e na parte inferior da imagem em quadro cinza: “O estupro cometido por Giovanni Quintella Bezerra, a abordagem da mídia e a visibilidade do abusador no Brasil”.


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