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O que é pobreza menstrual e por que o veto de Bolsonaro é tão negativo para pessoas que menstruam ?


Na última semana, o presidente, Jair Bolsonaro, vetou a distribuição gratuita de absorventes para pessoas de baixa renda, ou em situação de rua, que menstruam. O projeto de lei vetado tinha por objetivo abarcar estudantes de baixa renda matriculadas em escolas da rede pública de ensino, pessoas em situação de rua ou em situação de vulnerabilidade social extrema, pessoas apreendidas e presidiárias, recolhidas em unidades do sistema penal e pessoas internadas em unidades para cumprimento de medida socioeducativa. O veto de Bolsonaro gerou revolta no país todo e, com isso, movimentos sociais, coletivos, organizações e, até mesmo pessoas famosas repudiaram o ato do presidente. Com isso, muito foi falado sobre a pobreza menstrual, mas o que é isso?

A pobreza menstrual se caracteriza, não só pela falta de recursos para comprar produtos de higiene menstrual, mas também pela falta de acesso à água, saneamento básico ou um ambiente adequado para manter a higiene no período menstrual, como um banheiro limpo. Essa condição, segundo a reportagem da Uol de 15 de Setembro deste ano, afeta a vida das mulheres brasileiras de diversas formas. Além de enfrentarem problemas de saúde física causados pelo uso de objetos inadequados, como panos, sacos plásticos, jornal, filtro de café ou até mesmo miolo de pão, as mulheres também sofrem consequências psicológicas por se sentirem fragilizadas e excluídas da sociedade. Ademais, a reportagem mostra que muitas mulheres e meninas faltam ao trabalho e à escola durante o período menstrual devido a falta de recursos.


#ParaTodosVerem: imagem com foto de absorvente com mancha de menstruação, em preto e branco, logo do Senso Crítico no canto direito e a seguinte legenda na parte superior esquerda: “O que é pobreza menstrual e por que o veto de Bolsonaro é tão negativo para as pessoas que menstruam em nosso país?”


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