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Violência contra crianças na pandemia: aumento do número de casos e as dificuldades enfrentadas


Segundo uma matéria da Agência Brasil (abril de 2021), o Ministério da Saúde, por meio do Sistema de Informações sobre Mortalidade, apontou que de 2010 a agosto de 2020, 103,149 mil crianças e adolescentes de até 19 anos de idade morreram por causa de agressões no país. A matéria também fala sobre o aumento dos casos de violência contra crianças e adolescentes durante a pandemia, como coloca o Presidente do Departamento Científico de Segurança da Sociedade Brasileira de Pediatria, Marco Gama. O mesmo explica que, dados de 2018 já demonstraram que 83% das agressões eram feitas pelos próprios pais da criança, assim, por causa da pandemia e da necessidade de manter o isolamento social, crianças e adolescentes não conseguem mais denunciar ou expor as agressões em suas escolas ou até mesmo na própria vizinhança, o que colabora com a subnotificação dos casos, que já era muito presente anteriormente. Segundo o médico, isso cria um ambiente ideal para que os agressores possam agir de forma silenciosa, sem que haja qualquer consequência.

O uso da violência contra crianças, seja como forma de punição, seja como substituição ao diálogo, além de negligenciado é, também, normalizado. No entanto, isso gera consequências que as crianças carregam durante toda sua vida. Segundo Paulo Endo, professor do Departamento de Psicologia da Aprendizagem e da Personalidade do Instituto de Psicologia da USP, a violência na infância pode deixar traumas e feridas psíquicas que, durante a vida adulta, afeta os diversos setores da vida da pessoa, como o trabalho e os relacionamentos.


#Pracegover a imagem contém uma foto de um urso de pelúcia rasgado, acima está a manchete “Violência contra crianças na pandemia: aumento do número de casos e as dificuldades enfrentadas.” No canto inferior direito está o logo do Senso Crítico.


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