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116 trabalhadores mantidos em condições análogas à escravidão pela Souza Paiol foram resgatados


Segundo uma matéria da Revista Fórum (outuro/2021) a Souza Paiol (empresa que produz e vende cigarros de palha) foi responsabilizada por manter 116 trabalhadores em condições análogas à escravidão, tendo sido o maior resgate de pessoas nessa situação no ano de 2021. De acordo com a matéria, o trabalho realizado por esses trabalhadores era na colheita de palhas para os cigarros. O alojamento que ficavam esses trabalhadores eram péssimos e eles tinham que pagar pelas ferramentas utilizadas para trabalhar, além de não receberem nenhum equipamento de proteção individual. O dono da empresa, José Haroldo de Vasconcelos afirmou que os trabalhadores eram terceirizados, mas logo depois foi comprovado o contrário e sua empresa foi condenada a pagar indenizações aos trabalhadores.

No Brasil, um país marcado pela herança escravista, a apropriação do trabalho, muitas vezes, vem acompanhada pela violência. Assim, O trabalho em condições análogas a escravidão, pela legislação brasileira, ocorre quando a pessoa é submetida à jornadas exaustivas e à condições de trabalho degradantes, nas quais o trabalhador tem seus direitos fundamentais violados, sem garantia de segurança e higiene, oferecendo risco à saúde do empregado. Soma-se a isso a restrição de locomoção, cerceamento do uso de qualquer meio de transporte e vigilância ostensiva.


Foto: Grupo Especial de Fiscalização Móvel/Divulgação


#ParaTodosVerem: imagem com foto de trabalhadores manuseando palhas de milho. Logo do Senso Crítico no canto inferior direito e a seguinte legenda na parte superior esquerda da imagem: “116 trabalhadores mantidos em condições análogas à escravidão pela Souza Paiol foram resgatados”.


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