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APESAR DOS CORTES NOS INVESTIMENTOS EM PESQUISA, DORIA SE PROMOVE COM A VACINA BRASILEIRA.


O Instituto Butantã anunciou, no último dia 26, a Butanvac, a nova vacina contra o coronavírus. Esse novo imunizante, além de ser a primeira vacina produzida no Brasil, é feita com a mesma tecnologia utilizada na produção da vacina da gripe, na qual se utiliza o vetor de uma gripe aviária, desenvolvido em ovos embrionados, para levar a proteína spike do vírus para dentro do organismo e estimular a produção de anticorpos. As vantagens dessa técnica são que ela já é praticada pelo Butantã e é de baixo custo de produção. Porém, a Butanvac ainda precisa de autorização da ANVISA para passar pela fase de testes em humanos.

Diante disso, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), em seu discurso, utilizou-se desse trabalho realizado pelos pesquisadores do Instituto, com o objetivo de trazer essa conquista para si. Entretanto, ao analisarmos o contexto da pesquisa e da educação no estado, nos deparamos com um cenário controverso com o discurso de Doria. Isso porque, a política do governo tucano que prevalece, é a do desmonte da ciência, já que, investe pouco na grande área e promove ataques e cortes de verba. No final de 2020, Doria, em meio à pandemia, tentou cortar do orçamento previsto anteriormente à Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), um valor que correspondia a 30% da receita da instituição. Devido às severas críticas proferidas a essa decisão, o mesmo recuou em sua decisão.

Nesse sentido, fica visível o paradoxo existente entre a tentativa do governador de se promover com um sucesso do Instituto Butantã, e as dificuldades impostas pela sua gestão, por meio da falta de investimentos e dos crescentes ataques à pesquisa no Estado.

Foto: Secretaria do Estado de São Paulo

#PraCegoVer: Imagem com foto de mulher sendo vacinada e o governador João Doria assistindo ao fundo.

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