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As redes sociais, o engajamento da direita e o algoritmo racista


É comum observarmos que vários e várias YouTubers e influencers digitais, que produzem conteúdos sobre a direita brasileira, estão com milhões de seguidores em suas redes sociais e possuem uma interação com o público bem favorável aos seus perfis. Não só esses perfis movimentam as redes sociais, como também os de políticos da direita do Brasil. E por que não observamos o mesmo acontecendo com perfis que produzem conteúdo de esquerda ou de políticos da esquerda? Um dos motivos, como veremos, posteriormente no texto, decorre do próprio algoritmo, que privilegia alguns conteúdos, mostrando-os mais e fazendo com que eles circulem mais fácil. Além disso, toda repercussão que é dada, seja ela positiva, ou seja ela negativa, a algum perfil de direita, contribui significativamente para aumentar as visualizações e o engajamento dele. Assim, não importa se ele tem mil comentários ruins em seu conteúdo, o que importa é que ela tem mil comentários, o que permite com que esse conteúdo chegue até outras pessoas de forma bem mais intensa. Ao entender o algoritmo como produto de uma máquina, no caso do computador, a sensação que causa é que existe uma neutralidade nos resultados dessas operações. No entanto, na medida em que as tecnologias nascem em um contexto social, elas reproduzem os padrões de conduta daquela sociedade, ou seja, os algoritmos podem expressar comportamentos machistas e racistas. Um exemplo, é a polêmica envolvendo o Twitter no ano de 2021, na qual usuários da rede notaram que em uma foto com pessoas negras e brancas, a rede tende a priorizar rostos brancos na exibição das imagens. Segundo a advogada Ana Carolina Lima, para reportagem da Uol de janeiro de 2021, a discriminação algorítmica é uma violação de direitos humanos porque ataca o direito à privacidade, o direito à liberdade de expressão e à livre circulação.


#ParaTodosVerem: imagem com print dos assuntos mais falados do Brasil no Twitter com destaque da hashtag “FechadoComBolsonaro”. Logo do Senso Crítico no canto superior direito e a seguinte legenda na parte inferior esquerda: “As redes sociais, o engajamento da direita e o algoritmo racista.”


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